Frequência de Exposição à Sacarose versus Quantidade Total: Qual o Verdadeiro Fator de Risco para Cárie? — Uma Revisão da Literatura

Fonte e abrangência: Este artigo é baseado na análise integrada de estudos seminais e revisões contemporâneas sobre a relação entre consumo de açúcar e cárie dentária: (1) o clássico Estudo de Vipeholm (Gustafsson et al., 1954); (2) a revisão sistemática Impact of sugar consumption on dental caries in children and adolescents: a systematic review of frequency versus quantity (Pombo-Lopes et al., 2026); (3) o estudo The shape of the dose-response relationship between sugars and caries in adults (Bernabé et al., 2015); (4) o modelo computacional In silico modelling to differentiate the contribution of sugar frequency versus total amount (Pitts et al., 2017); (5) a revisão Sugar Restriction for Caries Prevention: Amount and Frequency. Which Is More Important? (van Loveren, 2018); e (6) diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Federação Dentária Internacional (FDI). O conteúdo foi organizado para oferecer ao cirurgião‑dentista e ao educador em saúde bucal uma visão abrangente e baseada em evidências sobre o debate central na cariologia contemporânea: afinal, o que mais importa para o risco de cárie — quantas vezes se come açúcar ou quanto açúcar se consome no total?


1. Introdução

Um dos debates mais longevos e fundamentais da cariologia — a ciência que estuda a cárie dentária — gira em torno de uma questão aparentemente simples: para a formação da cárie, o que é mais importante — a frequência com que se consome açúcar ou a quantidade total de açúcar ingerida ao longo do dia? O artigo de referência do seu site aborda esse tema ao desfazer o mito de que escovar os dentes imediatamente após comer doce previne a cárie, introduzindo o conceito da Curva de Stephan e do pH crítico. Este artigo aprofunda exatamente essa questão central: a relação entre o padrão de consumo de açúcar e o risco de desenvolver lesões de cárie.

A importância prática dessa distinção é imensa. Se a quantidade total de açúcar for o principal determinante da cárie, as estratégias de saúde pública poderiam se concentrar em reduzir o teor de açúcar nos alimentos processados e em incentivar a substituição por adoçantes não cariogênicos. Se, por outro lado, a frequência de exposição for o fator dominante, as orientações deveriam enfatizar a redução do número de episódios de consumo ao longo do dia — limitar os lanches entre as refeições, evitar beliscos frequentes e concentrar o consumo de açúcar em momentos específicos.

A resposta a essa questão, como se verá ao longo deste artigo, é mais complexa do que uma simples dicotomia. As evidências disponíveis — que vão desde estudos clássicos realizados em instituições suecas na década de 1950 até sofisticados modelos computacionais e meta‑análises contemporâneas — apontam para uma conclusão matizada: ambos os fatores importam, mas a frequência de exposição emerge consistentemente como o determinante mais diretamente ligado ao processo cariogênico, especialmente em populações com exposição adequada ao flúor.


2. A Curva de Stephan e a Frequência de Exposição: a Base Fisiológica

Para compreender por que a frequência do consumo de açúcar é tão importante para o risco de cárie, é necessário retomar o conceito da Curva de Stephan, já introduzido no artigo anterior desta série. A Curva de Stephan descreve a variação do pH da placa dentária ao longo do tempo após a ingestão de um carboidrato fermentável, tipicamente a sacarose (açúcar comum).

Imediatamente após a ingestão de açúcar, as bactérias cariogênicas presentes na placa — principalmente Streptococcus mutans — metabolizam o carboidrato, produzindo ácidos orgânicos, predominantemente o ácido lático. O pH da placa cai abruptamente, em questão de minutos, ultrapassando o chamado pH crítico (geralmente estabelecido em torno de 5,5), abaixo do qual ocorre a desmineralização do esmalte.

A recuperação do pH ocorre gradualmente, por meio da ação tampão da saliva e da difusão de íons bicarbonato. Esse processo de retorno ao pH neutro (cerca de 7,0) leva, em média, de 30 a 60 minutos em condições normais.

A implicação fundamental para a frequência de consumo é a seguinte: cada episódio de consumo de açúcar desencadeia uma nova queda do pH, iniciando um novo ciclo de desmineralização. Se os episódios de consumo ocorrerem em intervalos inferiores a 60–90 minutos, o pH da placa não terá tempo suficiente para se recuperar completamente, mantendo‑se em níveis ácidos por períodos prolongados. Nessas condições, o balanço entre desmineralização e remineralização pende para a perda mineral líquida, e a cárie progride.

A revisão sistemática de Pombo‑Lopes et al. (2026), publicada na BMC Public Health, sintetizou as evidências de 37 estudos envolvendo 59.383 participantes de 2 a 18 anos. Os autores concluíram que “a evidência indica consistentemente que a frequência de consumo de açúcar é um determinante mais forte para o desenvolvimento da cárie do que a quantidade total consumida”. A base fisiológica para essa conclusão reside precisamente na dinâmica de queda e recuperação do pH descrita pela Curva de Stephan: não é o açúcar ingerido em um único momento que causa o dano, mas sim a repetição do desafio ácido.


3. O Estudo de Vipeholm: a Gênese do Debate

Nenhuma discussão sobre frequência versus quantidade de açúcar estaria completa sem uma referência ao estudo que, por assim dizer, “colocou o foco na frequência”. O Estudo de Vipeholm, conduzido na Suécia entre 1945 e 1953 e publicado em 1954, é um dos estudos mais citados e, ao mesmo tempo, mais controversos da história da cariologia.

3.1 Desenho e contexto

O estudo foi realizado em uma instituição para pessoas com deficiência intelectual em Vipeholm, na Suécia. Seu desenho era o que hoje chamaríamos de um estudo de intervenção controlada, mas com níveis éticos que seriam inaceitáveis nos padrões contemporâneos. Os pesquisadores aumentaram deliberadamente a ingestão de açúcar de diferentes grupos de residentes, variando tanto a forma (açúcar em solução, balas, pães com açúcar) quanto o padrão de consumo — alguns grupos recebiam açúcar concentrado nas refeições, outros recebiam entre as refeições (lanches frequentes).

3.2 Achados fundamentais

Os resultados do estudo de Vipeholm foram revolucionários para a época e continuam a influenciar as diretrizes dietéticas até hoje:

  1. A frequência de exposição ao açúcar era mais importante do que a quantidade total. Os grupos que consumiam açúcar entre as refeições (alta frequência) apresentaram aumento significativo da cárie, mesmo quando a quantidade total de açúcar era moderada.
  2. A forma de apresentação do açúcar importava. Açúcar consumido em solução (bebidas adocicadas) era menos cariogênico do que açúcar consumido na forma de alimentos pegajosos (balas, caramelos), que permanecem mais tempo em contato com os dentes.
  3. Açúcar consumido exclusivamente nas refeições principais (baixa frequência, mesmo em quantidades elevadas) teve um impacto muito menor sobre a cárie.

O estudo de Vipeholm estabeleceu, pela primeira vez de maneira sistemática, que “o consumo de açúcar entre as refeições (high‑frequency) era muito mais prejudicial do que o consumo concentrado nas refeições”. Mais do que isso, o estudo demonstrou que a cárie poderia ser interrompida ou revertida quando o padrão de consumo era alterado de alto‑frequência para baixo‑frequência — o que contradizia a visão então prevalente de que a cárie era um processo irreversível.

3.3 Críticas e limitações

O Estudo de Vipeholm não está isento de críticas. Do ponto de vista ético, a indução deliberada de cárie em seres humanos é hoje impensável. Do ponto de vista metodológico, o estudo foi conduzido em uma população institucionalizada, com condições de higiene bucal e dieta controladas que não refletem a realidade da população geral. Além disso, o estudo antecedeu a introdução generalizada do flúor nos dentifrícios e na água de abastecimento, o que modifica profundamente a relação entre açúcar e cárie.

Não obstante, os princípios derivados do Estudo de Vipeholm — de que a frequência de consumo de açúcar entre as refeições é um determinante central da cárie — continuam sendo amplamente aceitos e citados em diretrizes de saúde pública até os dias de hoje.


4. Estudos Contemporâneos: a Emergência de um Contraponto

Se o Estudo de Vipeholm estabeleceu o paradigma da “frequência como principal fator”, estudos mais recentes trouxeram uma nota de cautela e complexidade a essa conclusão.

4.1 O estudo de Bernabé et al. (2015): “É a quantidade, não a frequência”

Publicado no Journal of Dental Research em 2015, o estudo de Eduardo Bernabé e colaboradores analisou dados de 1.702 adultos finlandeses coletados em três momentos diferentes. Utilizando um questionário de frequência alimentar validado, os pesquisadores avaliaram tanto a quantidade total de açúcar consumida quanto a frequência de consumo, correlacionando esses dados com o índice CPOD (dentes cariados, perdidos e obturados).

A conclusão do estudo foi surpreendente e gerou controvérsia imediata:

É a quantidade de açúcar, e não a frequência de consumo, que está associada à cárie. A relação entre açúcar e cárie foi linear — quanto mais açúcar consumido, maior o índice CPOD.”

O estudo finlandês não negou que a frequência pudesse ter algum papel, mas argumentou que, quando a quantidade total de açúcar era controlada estatisticamente, o efeito da frequência desaparecia ou se tornava marginal. O terceiro autor do estudo era Aubrey Sheiham, um dos mais influentes epidemiologistas da odontologia do século XX, que defendia abertamente que as políticas de saúde pública deveriam se concentrar na redução da quantidade total de açúcar — principalmente por seus benefícios adicionais na redução de outras doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade e diabetes tipo 2.

4.2 A meta‑revisão de van Loveren (2018): conciliando as evidências

Publicada em Caries Research em 2018, a revisão de Cor van Loveren buscou responder diretamente à pergunta que intitula este artigo: “Sugar Restriction for Caries Prevention: Amount and Frequency. Which Is More Important?” (Restrição de Açúcar para Prevenção de Cárie: Quantidade e Frequência. Qual é Mais Importante?).

Van Loveren fez três observações cruciais:

  1. Há uma alta correlação entre quantidade e frequência na vida real. Pessoas que consomem muito açúcar tendem a consumi‑lo com mais frequência, e vice‑versa. Essa correlação torna difícil, do ponto de vista estatístico, separar os dois efeitos em estudos observacionais.
  2. O flúor modifica a relação. Quando o flúor é usado adequadamente (dentifrício fluoretado, água fluoretada), “a relação entre consumo de açúcar e cárie é muito baixa ou ausente”. Em outras palavras, o flúor cria uma “tolerância” ao açúcar, reduzindo o impacto tanto da quantidade quanto da frequência.
  3. Do ponto de vista do processo cariogênico, a frequência (e a pegajosidade) faz mais sentido. A Curva de Stephan fornece um mecanismo biológico direto para a frequência — cada queda de pH é um desafio ao esmalte. A quantidade total, por sua vez, atua mais por meio do acúmulo de substrato para o biofilme e da seleção de bactérias acidúricas.

A conclusão prática de van Loveren foi pragmática: “Reduzir a quantidade sem reduzir a frequência não parece ser uma abordagem preventiva eficaz contra a cárie, ao contrário da recíproca.” As metas baseadas em frequência podem ser mais tangíveis para o paciente seguir do que metas baseadas em quantidade.


5. Modelagem Computacional: Separando os Efeitos

Uma abordagem inovadora para resolver o debate “frequência versus quantidade” veio do campo da modelagem computacional. Em 2017, Pitts e colaboradores publicaram um estudo no Scientific Reports no qual utilizaram um modelo computacional de biofilme supragengival para simular, de maneira controlada e independente, os efeitos da frequência e da quantidade total de açúcar sobre a proporção de bactérias acidúricas (cariogênicas) no biofilme.

O modelo permitiu que os pesquisadores variassem a frequência e a quantidade de açúcar independentemente — algo que não pode ser feito em estudos humanos por razões éticas e práticas.

Os resultados do modelo computacional foram esclarecedores:

  • Para quantidades totais muito baixas de açúcar, o biofilme nunca se tornava cariogênico, independentemente da frequência.
  • Para quantidades totais muito altas de açúcar, o biofilme era sempre cariogênico, também independentemente da frequência.
  • No entanto, para a faixa intermediária de consumo — que corresponde à média estimada de consumo humano —, a frequência era o fator determinante. O risco de cárie (proporção de bactérias acidúricas/não acidúricas) aumentava significativamente com maiores frequências de exposição.

A conclusão do estudo foi: “Tanto a quantidade total quanto a frequência de consumo de açúcar podem se combinar para influenciar a cariogenicidade da placa”.

Esta descoberta ajuda a reconciliar as evidências aparentemente conflitantes: em populações com consumo de açúcar muito baixo (abaixo de 15 kg/pessoa/ano), a cárie é rara, independentemente do padrão de consumo. Em populações com consumo muito elevado (acima de 50–60 kg/pessoa/ano), a cárie é quase universal, também independentemente do padrão. É na vasta faixa intermediária — onde vive a maioria da população mundial — que a frequência emerge como o fator diferencial.


6. A Recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da FDI

Com base na síntese das evidências, as principais organizações de saúde bucal adotaram recomendações que incorporam tanto a quantidade quanto a frequência.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), em suas diretrizes sobre consumo de açúcares (2015), recomenda:

  • Quantidade: açúcares livres devem representar menos de 10% da ingestão calórica total (redução forte), com uma recomendação condicional de redução para menos de 5% (cerca de 25 g ou 6 colheres de chá por dia).
  • Frequência: recomenda‑se que a frequência de consumo de alimentos e bebidas contendo açúcares livres seja limitada a um máximo de 4 vezes por dia.

A Federação Dentária Internacional (FDI), em sua diretriz política sobre dieta e saúde bucal, incorpora recomendações semelhantes, enfatizando que a adesão a metas de frequência pode ser mais facilmente compreendida e implementada pelos pacientes do que metas de quantidade absoluta.


7. Implicações para a Prática Clínica e para a Orientação de Pacientes

Com base nas evidências sintetizadas, o quadro a seguir resume as principais recomendações práticas:

EstratégiaMecanismoEficáciaAdequação para orientação ao paciente
Redução da quantidade total de açúcarDiminui o substrato para fermentação bacteriana; reduz a seleção de bactérias acidúricasModerada a AltaDesafiadora; requer conhecimento sobre conteúdo de açúcar nos alimentos
Redução da frequência de exposiçãoReduz o número de quedas de pH; permite períodos mais longos de remineralizaçãoAlta (na faixa intermediária de consumo)Mais tangível; “reduzir lanches entre as refeições” é uma mensagem simples
Combinação de ambas (redução da quantidade E da frequência)Efeitos sinérgicosMuito AltaIdeal, mas mais complexa

Na prática clínica, a orientação ao paciente deve seguir uma hierarquia de recomendações:

  1. Primeiro, reduza a frequência. A mensagem mais importante e com maior impacto na redução do risco de cárie é: “não belisque açúcar entre as refeições”. Em particular, evite o consumo frequente de bebidas adocicadas (refrigerantes, sucos industrializados, chás adoçados) ao longo do dia.
  2. Concentre o consumo de açúcar nas refeições principais. Açúcar consumido junto com as refeições é menos cariogênico, pois o fluxo salivar é maior, os tampões salivares estão mais ativos e a presença de outros alimentos pode reduzir a retenção e a fermentação.
  3. Reduza também a quantidade total. Menos açúcar no total é sempre benéfico, tanto para a saúde bucal quanto para a saúde sistêmica (controle de peso, prevenção de diabetes e doenças cardiovasculares).
  4. Não negligencie o flúor e a escovação. Como demonstrado por van Loveren, a exposição adequada ao flúor (dentifrício fluoretado, duas vezes ao dia, sem enxágue) reduz dramaticamente a relação entre açúcar e cárie. Uma boa higiene bucal “toleriza” pequenos excessos na dieta.
  5. Lembre‑se do princípio da “limpeza noturna”. O período noturno é particularmente vulnerável, pois o fluxo salivar cai drasticamente. Evitar açúcar após a última escovação do dia (antes de dormir) é uma das medidas preventivas mais eficazes.

8. Conclusão

O debate sobre frequência versus quantidade de açúcar como fator de risco para a cárie dentária é um dos mais longevos e produtivos da cariologia. As evidências disponíveis — desde o estudo clássico de Vipeholm (1954) até as meta‑análises contemporâneas e os modelos computacionais — permitem uma conclusão matizada, porém firme:

  • A frequência de exposição ao açúcar é um determinante mais direto e poderoso do processo cariogênico do que a quantidade total, especialmente em populações com consumo de açúcar na faixa intermediária (a maioria da população mundial). A base fisiológica para isso é a Curva de Stephan: cada queda de pH é um desafio ao esmalte.
  • A quantidade total de açúcar também importa — e é particularmente relevante do ponto de vista da saúde pública, pois o consumo elevado de açúcar está associado a múltiplas doenças crônicas, incluindo obesidade, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
  • O flúor modifica profundamente a relação entre açúcar e cárie. Em populações com exposição adequada ao flúor, o impacto tanto da quantidade quanto da frequência é atenuado — mas não eliminado.
  • As recomendações de saúde pública devem combinar ambas as estratégias: limitar a quantidade total (menos de 10% da energia total, idealmente menos de 5%) e, fundamentalmente, limitar a frequência de exposição a no máximo 4 vezes ao dia.

Para o cirurgião‑dentista e para o educador em saúde bucal, a mensagem final é clara: ao orientar pacientes sobre a relação entre dieta e cárie, não se deve perguntar apenas “quanto açúcar você come?”. É indispensável perguntar: “com que frequência você come ou bebe algo doce?”. A redução da frequência, especialmente a eliminação do “belisco” entre as refeições, é a intervenção dietética mais poderosa para a prevenção da cárie — e uma mensagem que os pacientes podem compreender e implementar com relativa facilidade.


Referências

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  2. Pombo‑Lopes J, Silva ML, Neves B, Grillo‑Evangelista J. Impact of sugar consumption on dental caries in children and adolescents: a systematic review of frequency versus quantity. BMC Public Health. 2026; article in press. DOI: 10.1186/s12889-026-27780-9. PROSPERO: CRD420250619741.
  3. Bernabé E, Vehkalahti MM, Sheiham A, Lundqvist A, Suominen AL. The shape of the dose‑response relationship between sugars and caries in adults. J Dent Res. 2016;95(2):167-172. DOI: 10.1177/0022034515616572. PMID: 26553884.
  4. Pitts NB, Zero DT, Marsh PD, et al. Dental caries. Nat Rev Dis Primers. 2017;3:17030. DOI: 10.1038/nrdp.2017.30. PMID: 28540937.
  5. Pitts NB, et al. In silico modelling to differentiate the contribution of sugar frequency versus total amount in driving biofilm dysbiosis in dental caries. Sci Rep. 2017;7:17413. DOI: 10.1038/s41598-017-17660-z. PMID: 29234086.
  6. van Loveren C. Sugar Restriction for Caries Prevention: Amount and Frequency. Which Is More Important? Caries Res. 2019;53(2):168-175. DOI: 10.1159/000489571. PMID: 30089285.
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  9. World Health Organization. Guideline: Sugars intake for adults and children. Geneva: WHO; 2015. ISBN: 9789241549028.
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  11. Burt BA, Pai S. Sugar consumption and caries risk: a systematic review. J Dent Educ. 2001;65(10):1017-1023. PMID: 11699972.
  12. Pontes CCA, et al. High sugar intake at nursery school is associated with high caries increment in Brazilian 3‑year‑olds: a longitudinal study. J Public Health Dent. 2024;84(3):237-245. DOI: 10.1111/jphd.12615.
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